segunda-feira, 11 de março de 2019

Ele é Diferente...


     Quando eu comecei a dar aula para estudantes em uma escola formal (o que significa “normal”?) eu, que sempre me interessei mais pela educação não formal (anormal?) fiquei um pouco inseguro, criei expectativas e medos, como os que envolvem qualquer mudança. Logo de cara me informaram que na turma do sexto ano teria um estudante diferente. De cara eu abri um sorriso e disse que adorava “coisas diferentes”. Mas no fundo senti que algum desafio estava por vir.

     Eu não sabia nem o que uma criança de sexto ano fazia. Já caminha? Fala? Quantos anos tem esses projetos de gente? E logo no primeiro dia de aula o conheci. Olhar atento. Movimentos rápidos. Gargalhada alta. Simpatizei com ele de cara.
E agora chegou a hora de se despedir. E como faz?

     Me falaram que teria que ter paciência com ele. – Mas na verdade ninguém tinha tido tanta comigo. Demorei pra perceber a forma dele se expressar. Eu sou lento para velocidade dele. Me disseram que deveria cuida-lo. – Mas não lembro de alguém ter cuidado tanto de mim. Nos momentos mais difíceis ele simplesmente sentava do meu lado. Ficávamos em silêncio. Mas era suficiente para me sentir bem. Pediram para eu ajuda-lo com memória. – Porém ninguém foi tão eficaz com as coisas que realmente merecem povoar nosso lembrar.

     Como professor, tinha que reconhecer cada avanço dele. – Só que quem percebia cada mudança em mim era ele. Cada vez que lembro o abraço que ganhei dele quando soube que consegui realizar meu último grande sonho, me emociono.
Eu deveria também ensiná-lo, mas por whats app, conversas no corredor, tardes de voluntariado, eu é que aprendo tanto com ele.

     Ele que exercita o olhar diariamente. Tem a grandeza de ver as pequenas coisas. Pensa sempre nos esquecidos. E ao invés de longos discursos, provas gabaritadas, faz silenciosamente, quase escondido, a lição de humanidade que todos deveríamos realizar.
Não sei como vai ser agora que ele sair da escola. Me preocupo.

Será que conseguirei seguir sozinho sem seu olhar, atenção, cuidado, ensinamentos...?
Como vai ser ano que vem começar as manhãs sem ouvir três vezes o meu nome antes de saber as novidades do mundo.

Quanto a ele, sei que vai se dar bem. E fazer o bem a quem estiver a sua volta e permitir-se enxergar e ser tocado. Ele é diferente. Realmente, diferente. Agradeço a vida ter me permitido ter encontrado.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Iluminismo nas eleições brasileiras




  A contemporaneidade inicia-se com a revolução francesa de 1789. Ela, em resumo foi a prática de ideais iluministas como a liberdade política e econômica, o racionalismo e a defesa por uma igualdade social. Em uma única palavra: república. Com o slogan de liberdade, igualdade e fraternidade, os franceses abolem o absolutismo monárquico e instauram a política republicana.

Essa ideia requer a divisão dos três poderes, proposta pelo filósofo Montesquieu. O controle não estaria mais concentrado em um líder absoluto. As decisões agora dependeriam de um processo mais complexo, democrático e plural.

 Porém, quase 230 anos depois da queda da bastilha, ainda temos dificuldade de compreender a república. Teremos eleições em outubro e estamos todos focados estritamente nos candidatos do poder executivo. Como se o governo dependesse unicamente do presidente e ele sozinho fosse capaz de salvar ou afundar a nação.

 Reforço a importância de estarmos atentos à disputa presidencial em um momento onde nem todos candidatos parecem primar pela continuidade do modelo político democrático. Porém, a questão central do texto é perceber que se não houver mudança significativa no legislativo, não há como pensarmos em alguma transformação significativa.

 Deputados e senadores escolhidos nesse ano tem a responsabilidade de elaborar e discutir as leis que guiarão a sociedade, bem como fiscalizar o trabalho do executivo. Em centenas, estarão divididos entre o congresso e as assembleias, ganhando salários muitas vezes não compatíveis com seus discursos, assiduidade ou a pouca efetividade na vida do cidadão. Possuímos o legislativo mais conservador desde a época da ditadura. E ao que tudo indica, nessas eleições haverá a menor renovação dos últimos anos.

Cômodo ou ingênuo seria pensarmos que todo o legislativo está fadado ao trabalho incompetente e antiético; ou acreditar que o Brasil mudará somente pelo poder executivo. Pobre do país que precisa de heróis. Em uma república precisamos pensar e viver o coletivo. Pesquisar e acompanhar o legislativo é o primeiro passo para vivermos um país efetivamente republicano.

ps. A fotografia dessa publicação é em homenagem ao dia dos psicólogos e psicologas que ocorreu nessa semana. O agradecimento e admiração por estas pessoas que através da escuta auxiliam na transformação.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A outra História do Mundo: Um filme agridoce.




Do título a fotografia, passando pelos diálogo e a história pessoal de cada personagem, o filme merece o adjetivo de uma verdadeira obra de arte. 

O longa em tom agridoce consegue a façanha de tratar de um tema espinhoso focando na beleza que aflora da humanidade. Em uma mistura de drama, comédia com pitadas de experimentalismo e as vezes umas tiradas mais populares a película consegue ser na medida. Consegue trazer a inteligência sensível de um filme cult mas sem ser chato ou cansativo. Traz o riso de uma comédia mas sem ser bobo ou ingênuo. Consegue tratar de uma forma leve um tema complexo sem ser simplista. 

A história, em síntese se passa numa simpática cidade do interior uruguaio. Mosquitos é um município fictício onde em plena ditadura militar dois amigos resolvem utilizar a forma mais revolucionária de contestar: o humor. 

Esnal e Milo são homens de mais de 40 anos que se divertem em um misto de intelectualidade despretensiosa e brincadeiras para excêntricas. Ao um general se mudar para a cidade deles e no seu quadro de autoritarismo tosco obrigar fechar os bares as 22h, a dupla se organizar para roubar os anões de jardins do militar. (Que traz inúmeras possibilidades de interpretação). 
De uma forma cômica e revolucionária eles colocaram o plano em prática mas acabam sendo descobertos. Um deles é preso pelos militares e o outro se esconde e passa a viver recluso na sua própria solidão depressiva. 

Com incentivo da filha de Milo, o Esnal deixa seu isolamento e cria um plano inusitado porém óbvio para salvar o amigo. (Nesse momento temos uma grande aula sobre a importância da educação e em especial da história). A história é um instrumento revolucionário... 

Cada personagem tem uma história própria e muito rica que se intercala com uma lindíssima trilha sonora. A produção é uma parceria da Argentina, Uruguai e Brasil. A direção brilhante é de Guilhermo Casanova.  Os atores Roberto Suárez e César Troncoso, assim como o restante do elenco fazem um trabalho sutil e primoroso. A trama é inspirada em um romance chamado Alívio de Luto, do uruguaio Mário Delgado Aparain. 

Como pano de fundo o muy amable Uruguai que representa a identidade latina que é estampada com uma mescla de humor, luta, sorrisos e sangue que formam um quadro que poderia ser de qualquer país do nosso continente. 

Necessário e saudável para nossos tempos, recomendo com veemência que assistam esse filme. Prometo que alcançarão diferentes emoções. Saímos do cinema cantarolando Belchior, mais leves e dispostos a fazer da nossa sociedade um lugar melhor. 





Na fotografia um retrato dos amigos (Milo e Esnal) que nos convidam a pensar sobre a história, política, relações, sentimentos e emoções.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Metamorfose ambulante (ou aquela velha opinião formada sobre tudo)




     Dizer que vivemos tempos de mudanças já é chavão. E também poder ser facilmente constatado. Mas saber isso já não é o suficiente. Se questionar sobre essa afirmação poderia ser um ótimo começo! Vivemos mesmo tempo de mudanças? Pra que(m)? 


A velocidade que as transformações tecnológicas vem ocorrendo e toda a mudança que isso gera na comunicação, transporte e sociedade é inegável. Mas será que internamente nós também estamos acompanhando esse ritmo de transformação? 

Digo porque as vezes me causa estranheza ouvir de jovens discursos que fariam sentido no século XIX. Racismo por exemplo. Ou então ver manifestações contrárias a diferentes orientações sexuais, como se vivêssemos em um campo de concentração do século XX. Vejo defensores cegos do liberalismo do XVIII e do socialismo do XIX. Tem aqueles que pedem a volta dos anos de 1960 através de uma ditadura. 

Mas o que mais me chama atenção nesse anacronismo é a necessidade de manter-se sempre com a mesma opinião. Como se fosse algo que fosse minha obrigação manter, sem ouvir, ler ou pensar qualquer coisa que possa abalar a minha pseudocerteza estabelecida por um Youtuber, tiozão/pai do churrasco ou professor de história. 

Ter a velha opinião formada sobre tudo. As vezes, quando tem dúvidas, procura logo qual caixinha pessoas com o seu perfil (direita, esquerda, anarquista, feminista, budista ou vegetariano?) tem que estar. Como se nós fossemos presos a rótulos. 

Mas se a gente vive na pós modernidade, talvez devêssemos aproveitar o que ela nos traz de melhor: q permanente possibilidade de mudanças. E se amanhã pensar diferente do que penso hoje? E se trocar meu candidato político? Se aceitar contribuição de uma terceira teoria? Se eu construir a minha própria interpretação de determinado movimento. Se eu trocar de time, de cor favorita, de estilo de roupa? e se eu inclusive mudar a forma que lido comigo? E com os outros? 

 Costumam dizer que ninguém vai mudar de ideia por um textao de Facebook. Talvez devêssemos ir com menos certezas. É inútil ter certeza é a dúvida é o preço da pureza, diz o Gessinger. E até mesmo quando estamos em uma ilha de certeza é importante levar que estamos num mar de dúvidas. 

Leia coisas diferentes. Ouça o desconhecido. Olhe o outro. 

Mude! Mude-se. Não tem problema. Cabelo, curso da faculdade, giria, opinião, certeza, banda favorita...

Afinal, já nos alertava o raulzito: Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo! 

E você? Qual a última vez que mudou? 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Independência (de quem?)

   

 Brasil é um Estado que não é nação, dizia Renato Russo. Mas o que isso quer dizer? Na busca de “descobrir” que país é esse, o Renato faz uma afirmação interessante. Segundo ele, o nosso país era sobretudo território. (Tal qual foi durante todo nosso longo período colonial). Nação é ir além de terra. Nação é o conjunto de símbolos, cidadãos e sentimentos.

   Justamente essa ideia de nação é o que devemos problematizar. O que nos une é o sentimento de pertencimento, que é impulsionado através de símbolos, cores, bandeiras, hinos e histórias. Mas como unir-se a história que ignora o processo da conjuração baiana (onde escravos buscavam além da abolição da escravatura, a independência do país), mas faz questão de eternizar o momento em que o filho bundão do rei, diz que vai ser o novo rei do país. (Grito da independência).

     Nossa independência já dava sinal que iriamos esquecer a história dos humildes, trabalhadores, escravos... e iriamos eternizar, de uma forma ‘glamourosa’ os a contecimentos de uma elite. Nossa independência começa com um nepotismo (de pai pra filho), com uma mentira (como no quadro que simula uma batalha, cavalos e uniformes...) enquanto de fato Dom Pedro I se movia com mulas e estava com uma forte diarreia. Também corrupção, já que nós tivemos que pagar uma quantia considerável para Portugal em troca da autorização (sim, teve isso) para a nossa independência.

     Após a “independência”, mantivemos a escravidão, não tornamo-nos uma república (diferente da independência dos EUA, Haiti, América Espanhola e etc, etc...) Brasil manteve-se como monarquia. Ninguém votava! Nossa bandeira foi tirada do brasão da família real (que governou o Brasil por 400 anos, dos 517). Sim, uma família (orleans e Bragança) nos “governou” de 1500 até 1889, quando proclamamos a república. De lá pra cá tivemos Dom Manuel, Dom João, Dom Pedro I, Dom Pedro II... Mas isso já é outra história.


      Por fim, não fica aqui um pensamento de vergonha da nossa história ou algo assim. Mas a reflexão para que problematizemos o nosso passado, e principalmente o nosso presente. Que nos orgulhemos de movimentos como a Conjuração baiana e, percebamos que as personagens históricas que devem ser lembradas nesse dia somos nós. Nós, que devemos ser não só atores, mas principalmente autores da nossa própria história. Que possamos ter respeito e orgulho por todos e todas aquel@s que lutaram e lutam por transformar o Brasil em um país mais justo, digno, igualitário e fraterno. 


* Na imagem, Rafael Braga, para vermos como a história continua esquecendo alguns e lembrando outros. Negros, pobres e periféricos, continuam não tendo espaço de protagonismo...mas lutando por liberdade!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

E se nada der certo, o estigma continua tatuado



 O episódio do tatuador que marcou um adolescente, o qual supostamente teria tentado furtar uma bicicleta nos revela uma marca profunda da nossa sociedade. Desde os tempos do Código de Hamurabi que a frágil confusão entre justiça e vingança se faz presente e é notada em meio a relações de poder.

Semelhante aos tempos medievais onde o suplicio marcava uma forma de castigo onde o torturador cometia outro crime, muitas vezes de maior gravidade, ao torturar e matar o acusado em frente ao povo, a tortura ao jovem paulista é um caso que nos faz pensar o estágio em que nos encontramos. Segundo familiares, o adolescente de dezessete anos que sofreu a violência possui problemas mentais e envolvimento com drogas.

   Nas redes sociais, meios de comunicação ou rodas de conversa o tema se faz presente e divide opiniões. Muitos compartilham e curtem o vídeo que mostra a violência do tatuador e do pedreiro com o menino. Comentários de apoio à atitude, de incitação à violência e ao ódio expõem a intolerância.

A descrença nas instituições públicas, nos representantes políticos, em meio à sensação de insegurança, reforça atitudes cada vez menos racionais. Em uma sociedade onde a velocidade está cada vez maior e a pressa faz com que as pessoas comentem a reportagem antes de ou julguem antes de saber do processo, corremos de ir para um caminho sem volta. É necessário pararmos e refletirmos.

Questões como revogação do estatuto do desarmamento, redução da maioridade penal ou pena de morte são mostras de um posicionamento onde instintos como medo e a raiva sobrepõem a racionalidade.

Vivemos em um momento onde a falta de empatia, tolerância, tempo e interpretação de texto, nos fazem reforçar estigmas e estereotipar de forma violenta todos aqueles que nos cercam e parecem diferentes.


Os eventos recentes de recreios temáticos em escolas privadas no Rio Grande do Sul vão ao encontro dessa prática e demonstram como se nada der certo, continuaremos tatuando os preconceitos e as desigualdades em nosso país. 

* Texto publicado no jornal Zero Hora. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Porquês, baleias e diálogo!


   Defendo, desde minhas recordações mais remotas, a liberdade e o dever de discutir todos os assuntos. Especialmente a partir da minha jornada como educador. Desta forma, creio na educação como a principal arma para enfrentar o senso comum, seus preconceitos e intolerância. Adotando um tom mais cientifico, intelectualizado e sobretudo na construção de um pensamento crítico, penso que a escola é lugar de debater todos os assuntos.

     Fujo dos jargões “política e religião não se discute”. É somente a partir da reflexão e do debate que podemos avançar e tomar decisões mais racionais, levando em conta a tolerância, o respeito e o bem estar da população. Não discutir política só nos torna mais ignorantes e idiotes (termo que deu origem ao idiota, mas que se referia aos gregos que não participavam das decisões política na Grécia antiga) O tal do Analfabeto político, de que Brecht trata.

     Morte, suicídio e depressão são outros temas que devem vencer o tabu e nos trazer reflexões, estudo e debate. Claro que como qualquer outro tema, requer cuidados, responsabilidades e questionamentos na condução da reflexão. Sugiro que nos afastemos dos extremos da paranoia ou da ingenuidade.
     Não é uma série ou um jogo (13 porquês e baleia azul) que deve ser o foco da conversa. Equivale dizer que a culpa da corrupção é existir dinheiro. O que devemos é entender estes aspectos como estopins ou gotas dagua que podem nos levar ao tema central. (Por que tantos jovens se interessam pelo jogo e pela série??)

     Saliento a importância da diferenciação nesse assunto. A série e o jogo não devem ser tratados como sinônimos ou algo do tipo. São questões bem diferentes. Assim como tristeza e depressão. Mas a questão central é ter sido preciso um jogo que envolve suicídio ou uma série que aborda também o tema, para as pessoas perceberam algumas coisas. (e da pior forma)

     Muitos pais e mães apavorados pensando que os seus filhos podem vir a se matar por assistir uma série, ler um livro ou alguém da sua escola estar jogando algo. Mas não percebem o seu filho diariamente. Antes de perguntar como ele está, manda email para escola querendo saber o que a gente está fazendo para reverter o tema da morte!

     Se acompanhassem mais os filhos/filhas perceberiam que bullying, preconceito, morte e doenças psicológicas são temas recorrentes das atividades escolares. (fala do contexto em que estou envolvido). “Prezada mãe, eu falo disso desde o 8 ano com seu filho. E você? “ De novo a linha do equilíbrio. Não cair na paranoia exagerada que afirma todos estarem fazendo o jogo (o número é infinitamente menor do que as correntes de whatsapp mostram falsamente) e a série pode e deve ser assistida pelos pais para entender muito da realidade dos jovens. (Quem sabe está ai um motivo pra você sair do whats/face e fazer algo com o filho/a).

     Mais uma vez o equilíbrio: Ao mesmo tempo que não devemos nos apavorar crendo que quem assiste a série vai querer se matar ou que todos vão morrer no jogo da baleia, não devemos minimizar a doença depressão ou a tristeza humana. Conversar é sempre o melhor caminho! Com familiares, amigos, professores, CVV, psicólogos....

     Importante salientar por fim o quão pode ser produtivo trocar o conceito de “culpa” (reforçado pela cultura judaico-cristã) por responsabilidade. Não auxilia pensarmos em culpa. É no mínimo reducionista. E sim pensarmos em responsabilidades (no plural). Tod@s nós temos responsabilidades em nossas ações.

     Não foque na gota d’água mas no que fez o copo encher para que possa transbordar com uma mera gota. Debater suicídio e a morte é valorizar a vida. Há alguns desafios do bem, como o baleia rosa e etc. rolando por aí. Estou criando um próprio para algumas turmas que trabalho! Mas talvez o principal desafio seja a a aproximação, o dialogo e o conviver! Vamos lá!

Ps: Se você leu aqui e precisa de algum apoio, estamos aí!

Sugiro que faça uma lista com 13 porquês deve se manter vivo! Caminhando e compartilhando. Quais são teus motivos? inspirações? pessoas? objetivos e tudo mais que te mantém caminhando...

CVV é o centro de valorização a vida - Atendimento emocional/psicológico e prevenção de suicidio via internet/telefone/presencial totalmente gratuito. http://www.cvv.org.br/