O mundo é só palavra! A palavra é o que nos difere
dos demais animais. A palavra é sagrada e cotidiana ao mesmo tempo. Do profano
discurso intelectual ao ritual erudito de pedir pão na padaria. A palavra é a
base da sociedade humana. Nós somos aquilo que as palavras dizem.
Atualmente viemos assistindo o
esvaziamento das palavras. Elas já não dizem, não são capazes de externar ou
nós não as conseguimos mais vê-las. Distanciamo-nos. Toda palavra é por si
ideológica. E através dos nossos discursos que construímos a realidade. Onde
falta a palavra sobra a violência.
A
guerra é a falta da palavra. O diálogo é o encontro. O encontro das palavras.
Elas ficam contentes ao se encontrarem, vibram, festejam. Mas ultimamente tem
andado tristes. Estão de luto. Não há mundo se não a partir das palavras. Não
há o que mudar. Não há como mudar.
A palavra é nossa principal arma na luta
desta transformação. A palavra é a ferramenta básica não só para um professor,
um artista, um comunicador, mas para tod@s. A palavra é a base para a
construção de uma sociedade. Através dela mudamos.
A arte de bem escrever, falar ou
comunicar-se reside na escolha das palavras. Pensemos mais nelas. Façamos um
carinho. Fiquemos quietinhos com elas, observando, pensando, lendo-as.
Despindo-as demoradamente, para que possamos senti-las. Provar cada uma delas
afim de que possamos ingeri-las. Saboreá-las. E com o gosto, o significa e o
prazer, possamos compartilha-las.
Pense mais e fale menos. Por respeito a
palavra. Mas não a deixe presa. Por respeito a palavra. Use-a também sem a
moderação, afogando-se nela. Mas também poupe-a como um bem raro. Confuso?
Afinal, quem sou eu para me meter nas suas palavras. Faço apenas um pedido:
Crie suas palavras para que elas transformem-se em ações.
Ele
está de volta é um filme baseado no livro de mesmo nome, escrito pelo alemão Timur Vermes. A obra literária e sua adaptação para o cinema se propõem a pensar como seria
se Adolf Hitler voltasse a vida nos dias de hoje. A ideia guarda um misto de
originalidade e clichê. Sem dúvida que me instiga e pelo jeito, causa
curiosidade em muita gente. (nas últimas semanas tem sido um dos filmes mais assistido
no netflix; Também tenho visto muitos comentários da crítica).
De
uma forma mais leve, em tom de comédia para se assistir no domingo a tarde, o
diretor vai nos revelando as ideias nazistas de Hitler ao mesmo tempo que vai
costurando com entrevistas da população, que apoiam e defendem seus preceitos
ainda hoje. Entre medo e risadas, o filme vai nos fazendo perceber que o
contexto de fato é propicio a refletir que talvez ele não volte. Não volte
porque ele nunca foi embora. Ele está dentro de todos nós!!!!
Seja
no instinto de defesa, no nosso egoísmo, na forma ingênua de pensar algumas
questões complexas e acabar de forma intolerante fazendo o uso de algum tipo de
violência para simplificar as coisas. A democracia, como já disse em outro
texto aqui, não é fácil. Muito menos trabalhoso é uma ditadura. Obedecer quase
sempre é mais fácil do que pensar.
Nessas
horas fica mais nítido enxergar que nenhum ditador se mantém no poder sozinho.
Na teia das relações de poder, está a maioria da população o apoiando ou
simplesmente não fazendo nada contra. Também fica claro o quanto a publicidade
e as novas tecnologias seriam auxiliares a proposta e figura de um novo “Hitler”.
Isso
não é difícil. Quantos hitlers você possui no facebook, twitter, sala de aula,
bairro, câmara ou senado? Curioso notar que no filme também, no inicio é
pensado quase que de forma cômica. Chega ser engraçado de tão absurdo. Mas aos
poucos a população, sempre em um contexto de alguma desmotivação, problemas,
inseguranças, acaba comprando facilmente os discursos que apelam para nosso
irracionalismo sentimental.
Sem
querer dar spoiler, vale o destaque de como a pessoa que mais percebe a
situação é tratada como louca, enquanto os demais apoiam todo o discurso de
ódio que vai se instaurando.
Em
meio as polêmicas do lançamento do Minha Luta (já que agora, depois de 70 anos,
os direitos autorais tornaram-se de domínio público) vale a reflexão, o que
resta de Hitler dentro de você? Para muito além do controle do estado em
questões polêmicas, o que me causa espanto nestas discussões é como ainda há
tanta gente baixando, lendo, compartilhando e pensando/agindo com tais
argumentos de intolerância étnica, social, sexual... É talvez estejamos todos
exteriorizando o nosso lado doentio, em busca do que nos falta, essa febre
indica que de fato estamos em uma sociedade doente. Isso é a febre...
(Basta
ver políticos dos EUA ao Brasil e seus milhares de eleitores; As redes sociais
e seus discursos de ódios sem embasamento nenhum; As entrevistas do filme; Os discursos
reproduzidos por jovens em salas de aula... e basta fazer uma análise mais
aprofundada, detalhando os contextos e percebendo o vazio em cada afirmação
exaltada)
Leiamos
o livro, vejamos o filme, leiamos história, discutamos filosofia, pensemos a
sociedade, convivamos com os diferentes, sejamos tolerantes, pratiquemos a
empatia... Mas não paremos no tempo, tampouco utilizemos dos nossos problemas
para atacar os outros. E aí, como você trata o Hitlerzinho que está dentro de
você?
* Na fotografia uma imagem do filme. (selfie com Adolf) O próprio ator deu uma entrevista dizendo que ficou surpreso e assustado de como/quanta gente durante as gravações procuraram para dizer que o apoiavam, queria tirar fotos e etc.
No pesadelo eu estava em um país onde mulheres eram
estupradas por dezenas de homens, isso era exibido nas redes sociais e o
machismo era tão gritante que a própria mídia falava em suposto assédio. Havia
quem tentasse explicar a situação pela roupa que a vítima usava. Alías roupa
era assunto religioso. Algumas marcas não deveriam ser compradas pois eram do
demônio. (C&A).
Nesse lugar, Chico Buarque era ofendido na rua e Alexandre
Frota era recebido pelo ministro da educação para dar conselhos. Lá o
transporte era muito poluente, motivo de brigas e mortes. Matava mais do que
assaltos, mas ninguém ligava. A única causa de polícia nesse aspecto eram os
ubers. Afinal, os taxistas espancavam estes, pois eram “ilegais” e ainda
prestavam um serviço muito melhor que eles.
Os mesmos taxistas que espancavam o motorista do Uber,
desrespeitavam as leis de trânsito e constantemente embriagados, entre um ou
outro abuso as passageiras, diziam que a solução para acabar com a violência
era matar todos os bandidos. (entrar nas vilas matando os neguinhos). A polícia as vezes fazia isso. Nesse momento o Estado aparecia e diziam para estes, que eles eram heróis. A população então vibrava.
As coisas todas eram resolvidas desta maneira. Intolerância.
As redes sociais eram arenas de batalhas. Mas sempre havia juízes para irem lá
e, através das suas sentenças determinarem, sem leitura ou conhecimento de
causa, o processo e os culpados.
A política era sempre resolvida em escutas e delações
premiadas. Todos os políticos eram acusados de serem corruptos. Nem todos eram,
mas os eleitores, quase todos também corruptos, acreditavam ser mais fácil
reproduzir este discurso.
O presidente era um senhor, já idoso, homem branco. Todos do
seu mandato eram assim. Seu lema era uma frase do século XIX, inspirada pelo
movimento positivista e adotada por militares na época da política café com
leite.
Discutir política em sala de aula era quase crime. Afinal,
pensar era realmente uma tarefa muito perigosa. As escolas lá, por sinal, não
tinham professores. Eles não recebiam salários e quem ocupava as escolas eram os
estudantes.
A cultura não era entendida como algo importante. Como forma
de protesto, muitos não assistiam filmes, não liam os livros ou escutavam a
música. O principal meio de revolta era a greve do “pensar”.
penso que
o regime que mais exige do cidadão é a democracia. Claro que ter que submeter
as ordens de uma ditadura, independente da ideologia que ela represente
é, em minha opinião, horrível. A desigualdade de uma sociedade
monárquica estamental também. Viver como servo em um sistema feudal ou até
escravo de um dia estado teocrático, nem se fala. Mas digo no sentido de
autonomia, de intelectualidade, de esforço e responsabilidade com o bem
comum. Obedecer é mais fácil.
É como
morar com os pais. Podemos reclamar, não concordar, ficar bravo por
discordar das regras e hábitos, mas mesmo assim é mais fácil do que viver
a liberdade do morar sozinho.
Não estou
julgando em termos de qualidade. Não é isso. É responsabilidade.
Renato russo dizia que disciplina é liberdade. E para atingirmos a liberdade,
precisamos passar pelo degrau da responsabilidade e da autonomia. Em um
regime democrático, o cidadão é o ator principal. Não é o líder político,
o faraó, o rei... É você. Sou eu. E aí? Como estamos nos comportando?
Acredito
que a nossa novinha democracia (experiência de menos de 50 anos) tem exigido de
nós mais do que temos oferecido. Antes de dizer que o impeachment de uma
presidenta resolveria ou até menos amenizaria o problema do país,
aconselho ler sobre o que é uma república. O que são os três poderes
(executivo, legislativo e judiciário) e como eles se relacionam.
Sugiro
que estude o passado e o presente dos membros do legislativo e também a relação
entre financiamento de campanha no Brasil ou o que é governo de coalisão (no
Brasil hehe). Antes de
mais uma vez, vulgarizarmos a discussão política, debatendo partidarismo ou
expressando intolerância, alerto:
Não
concordo ou engrosso o coro simplista e desesperado do "não vai ter
golpe". Parte do que convencionamos chamar de esquerda e fecha os olhos
pra situação do país. Com isso não nego todas as melhorias que o governo
dos últimos anos trouxe ao país. (Que convenhamos não podemos dizer
"governo do PT" mas que sim, o partido encabeçou uma série de
mudanças significativas para o Brasil. Também não quero dizer que sou favorável
ao "fora Dilma" como outro coro simplista, das pessoas que em sua
maioria misturam toda sua raiva e descontentamento com discursos fracos que
pensam ser culpa de uma pessoa ou partido tudo que acontece no Brasil. Ou
crêem em um processo conduzido por políticos corruptos e ineficientes. Então
qual a solução? ??
Por mais
cliché que possa parecer, ela está ao teu alcance. Ela deve começar em
nós. Na nossa função de cidadão. Em assumir nossa
responsabilidade. Em ler mais, se informar mais, fazer
mais. Em não colar na prova, não furar a fila, separar o lixo, ser
tolerante com as opiniões contrárias no Facebook, não sonegar o imposto.
Penso que
na pós modernidade os grandes discursos ideológicos ou verdades absolutas todas
já devia ter caído por terra. Mas penso que o Brasil é anacrônico.
Achamos que estamos na guerra fria. Falta engajamento e sobram
xingamentos.
Cuidado
somente para não cair em outro pecado dos preguiçosos. Dizer que nenhum
ser humano presta. Isso é tão burro quanto dizer que nenhum político
presta. Primeiro faça uma análise em você. Depois cobre do outro. A
mudança deve ser de dentro pra fora. Prontos?
Enquanto isso o que nossos governantes tem feito nas câmaras, senado e gabinetes? e nós, o que temos feito além dos raivosos argumentos copiados e despejados nas redes sociais?...
A rua ao contrário da casa representa o público e não o privado.
É nela que ficam mais explícitos os conceitos de liberdade, convivência,
democracia e cidadania.
Um bom exercício de tolerância e diversidade.
O Brasil é muito rua! Da Matta fala do brasileiro da rua e da
casa.
Acredito ser bastante importante seguir está vocação da rua. Não
de cachorro de rua no sentido usado para referência a baixa auto estima, (à la
Nelson Rodrigues), mas o cachorro de rua no sentido acolhedor, simpático,
respeitador das normas de convivência, mas malandro no sentido incorporado de
ser.
Brasil ao longo de sua história, embora tenha sido construído na
rua, desdenha este espaço de civilidade. Tem algo de pobre, marginal, sujo e
vagabundo na rua. Rua como algo inferior. Desde nosso período colonial,
escravos na rua, nobres na casa grande. E assim prosseguimos no período
imperial e da velha República. A rua era habitada pelo pessoal dos
cortiços, capoeiristas e demais excluídos ou minorias sociais.
Já nas décadas mais recentes graças a ditadura militar, rua era
lugar de vagabundo que pensava e não concordava com o regime cruel.
Nesses últimos anos tenho percebido um movimento mais forte de
ocupação dos espaços públicos. Através das ciclovias, dos blocos e
carnaval de rua, de manifestações...
Intervenções urbanas tem sido uma das minhas paixões. Grafite,
músicos, atores e demais artistas de rua apresentam-se a céu aberto, entre
esquinas e sinaleiras, nos presenteando e enfeitando as cidades. De acordo com
o contexto que descrevia antes, estes também, no Brasil são menos reconhecido
que em outros países.
Que o Brasil viva mais a rua. A rua tem muito a nos
ensinar. Tem coisas que não se aprende em casa. Só a rua ensina.
Semana passada uma reportagem me chamou
atenção durante o jornal nacional. Ela
mostrava o resultado de uma nevasca muito forte que atingiu os Estados Unidos.
Neve pelas ruas, por todos os lados. Dificultando o trânsito, sujando as
calçadas, dando trabalho para sair de casa e, conforme a reportagem fez questão
de explicitar, deixando tudo um caos.
Em meio às reclamações, caras fechadas,
pessoas passando apressadas, uma criança munida de suas botas de borracha (?)
fazia questão de passar por cima da neve acumulada na calçada.
Um sorriso estampava lhe o rosto. Acompanhando
de sua mãe, que embora andasse de forma cuidadosa pela calçada, não deixou de
dar a mão e andar ao lado de seu filho.
Em entrevista ela diz que mesmo demorando mais
para chegar em casa, estava valendo a pena pela alegria do filho. Que como uma típica mãe, replicava a
felicidade do filho.
O que tem diferente entre o senhor que
reclamava da neve e essa senhora? Ou entre a jovem de cara fechada que não
olhou para a câmera e o menino que explorava a neve?
O que eles vêm! A forma que enxergam as coisas, talvez.
A neve está ali, não é alucinação ou algo
assim. Agora o que faremos com ela? Mesma situação para diferentes
reações. O que você tem feito com a neve
que aparece em seu caminho? Como você tem vivenciado a rua da sua cidade?
Em tempos que pessoas enxergam salvação no
Bolsonaro, fico preocupado e ao mesmo
tempo contente em querer ser alguém que enxergue as coisas como o guri
estadunidense da neve. (E aposto que se
continuar pensando assim, jamais votaria em um Trump da vida).
* Na fotografia um grafite expondo uma das frases que mais gosto na MPB. Alucinação, de Belchior.
Preceitos
iluministas que ganharam forca na cidade luz e trouxeram mudanças para o mundo.
Nem tão livre, tampouco poderíamos dizer que alcançamos a igualdade, e
precisamos de muito mais fraternidade. Mas que esses símbolos nos façam
continuar caminhando.
Preconceito e
intolerância são coisas diferentes. Andam juntas, mas é preciso cuidar para não
tomar como sinônimos. Preconceito, como a própria etimologia sugere é
algo que temos antes de termos o conceito. Falta, sobretudo de
informações (ou conhecimento), mas também de contato com o outro. (Lado,
pessoa, lugar...) É natural e todos nós temos, embora com esforço podemos
vencê-lo. Já a intolerância, não pressupõe falta de informação (muitas vezes
ela está inclusive em excesso) mas apenas de um lado, um ponto de vista. Ela é
extremista e radical, não se permite o questionamento, a dúvida é
crítica.
Precisamos cuidar para não combater o preconceito com a intolerância (isso é querer
apagar fogo com álcool), mas o cuidado vale também para que teu
preconceito não se torne intolerante).
A intolerância, termo que frequentemente é associado a religião, pode ocorrer
em qualquer área. Ciência, movimentos sociais, política ideológica,
futebol... a falta do questionamento, de relatividade, de alteridade,
tendem a deixar as questões mais extremistas e radicais. Com o
preconceituoso, podemos conversar, mostrar informações, ter contato
com o outro e através da tolerância, transformar o sentimento. Já com o
intolerante, o próprio diálogo é um a difícil.
Atualmente, na Internet vemos muito de preconceito e de intolerância.
Semana que passou houve confronto entre tragédias.Comover-se por Minas
Gerais ou por Paris? Vivemos em uma guerra fria onde temos que optar o tempo
todo por que lado estar, ao invés de buscarmos estar ao lado um do outro.
Somos todos da
mesma raça humana. Vivendo em paris, Porto Alegre ou minas
gerais. Sendo homem e/ou mulher. Direita ou esquerda. Heterossexual ou homossexual. Aliás, todos os rótulos que acabo de utilizar não
fazem mais sentido na pós modernidade. Se tu ainda os segue, deves
ser anacrônico. Te atualiza. As coisas são mais fluídas, plurais.
Eu
choro por paris, eu choro por minas. Eu choro por todos.
Choro
por todos que perderam algo nesses trágicos acontecimentos. *seja
parentes, amigos, casas, felicidade, paz, segurança, oportunidade...ou
esperança*
Choro
pelos muçulmanos que sofrerão mais preconceito por culpa de radicais fanáticos
que interpretam da sua forma o islamismo e atuam como jihadistas na tentativa
da instauração de um estado islâmico.
Choro
por refugiados que terão ainda mais dificuldades tanto nos seus países, quanto
nas travessias ou aceitação em outras nações.
Choro
pela resposta da França que ao declarar guerra ao estado islâmico (que não é
uma nação, então) o ataque é um ataque cego. Ao ar, com muitas
mortes inocentes.
Choro
por mineiros, choro por franceses, choro pelos seres humanos.
Só
tem algo que me faz chorar mais que tudo. Até agora o melhor disso tudo. O que
mais me comoveu mais me deu esperança e mais me fez acreditar. Não sei
explicar por que. (Vídeo acima)
Sobre
a tragédia de Minas Gerais, importante que não tratemos somente como
"natural". Lindo o depoimento do brilhante Sebastião Salgado! Também
deixo falar por mim, um lindo poema sobre o assunto.
Por
fim, depoimento de um jornalista que perdeu a esposa, mas parece ter ganho o
discernimento e a melhor análise que li.
"Vocês
não terão o meu ódio. Vocês roubaram a vida de um ser sem igual, o amor da
minha vida, a mãe do meu filho, mas não terão o meu ódio. Vocês queriam que eu
tivesse medo, que eu olhasse as pessoas ao lado com suspeita, que eu
sacrificasse a minha liberdade em troca da segurança. Mas não conseguiram. Nós
somos dois, meu filho e eu. Mas somos mais fortes do que todas as forças
armadas do mundo"